Por mais que tente fugir, no fim, até o mais libertino dos homens enfrenta o problema da culpa. Logo, todo homem precisa de justificação. O nosso Deus é justo e justificador, e nos arranca da escuridão do pecado. Toda culpa encontra raiz última no coração humano e em sua relação com o Criador. Ele nos fez para sua glória, para gozarmos sua presença: a queda destruiu isso e nos colocou em um estado de alienação e distância do criador (Gen 3; Rom 5:12).

O pecado perverteu a ordem divina e nos colocou sob culpa e ira. O pecado nos contaminou. Sem redenção, nossa criação termina em queda. Agostinho certa vez disse a Deus em sua obra “Confissões”: “Criaste-nos para ti e o nosso coração vive inquieto, enquanto não repousa em ti.” (Confissões, I.1). Sem a graça divina, não há sossego para o homem.

Nós precisamos de justificação, pois nossa “culpa” não pode ser removida por feitos próprios ou obras humanas. Nossa filiação com Deus não pode ser restaurada sem a intervenção do próprio Deus. E isso é exatamente o que o Senhor fez em Cristo: tomou a iniciativa, eliminou a culpa do pecado, nos restaurou como filhos, garantindo-nos a vida eterna.

Ele imputa ao pecador a justiça de Cristo (Rom 3:24) e comunica a seu coração pelo Espírito a nova vida. Nossa culpa é eliminada, e, com os pés firmes em Cristo, caminhamos em “novidade de vida”, em santificação, conscientes de que não somos mais filhos da ira..

 

Pin It on Pinterest

Share This