Os ídolos gostam de morar no coração.
Sim, é nos mais íntimo do nosso ser que os ídolos são erguidos e encontram morada (Ez 14:3). Eles se alojam no centro do ser e passam a comandar toda a nossa vida.
Frequentemente, quando almejamos lidar com o pecado tendemos a olhar para a superfície, para as práticas pecaminosas e esquecemos do coração.
O problema disso é que tratamos os sintomas, mas não a doença. Focamos nas práticas, mas não no problema real e profundo.
O pecado é um problema do coração. Tem a ver com nossos amores e compromissos mais enraizados.
Quando Israel se distanciou do Senhor, o próprio Deus foi ao seu encontro para os salvar. A disciplina divina teve o papel de “quebrar” a arrogância do povo do Senhor, e o propósito final era “reconquistar o coração da nação de Israel” (Ez 14:5).
Deus toma nosso coração quando produz em nós uma conversão real.
Os ídolos só são abandonados quando vivemos, pela graça divina e nos arrependemos verdadeiramente.

“Assim diz o Soberano Senhor: Arrependem-se! Desviem-se dos seus ídolos e renunciem a todas as práticas detestáveis! ” (Ez 14:6)

Arrependimento, distância dos ídolos, renúncia de práticas detestáveis. Só assim podemos nos ver livres da idolatria do coração.
Os ídolos amam fazer morada no coração, mas o coração do homem pertence ao Senhor.
Como diria Agostinho, nas Confissões: “Fizeste-nos para ti Senhor, e inquieto estará o nosso coração, enquanto não repousar em ti”.

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